segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

“E Não Sobrou Ninguém”

"Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista.
Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata.
Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista.

Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu.
Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse."

Rescaldo das eleições presidenciais 2011 e "arruadas" das "Janeiras"!

Sobre as eleições presidenciais 2011 no concelho de Esposende destacaria cinco importantes registos:

- A exemplo da votação nacional, o Professor Cavaco Silva ganhou em todas as freguesias do concelho, não havendo margem para dúvidas na escolha quanto ao melhor presidente para os próximos 5 anos. Mais de 10000 eleitores votaram no professor, perfazendo cerca de 60% da votação concelhia, uma maioria absoluta expressiva;

- A surpresa chamou-se Dr.Fernando Nobre, sendo que este era um cidadão sem máquina política a apoiá-lo e conseguiu o 2º lugar no nosso concelho, ficando mesmo à frente do poeta Manuel Alegre em freguesias como Esposende, Marinhas ou Apúlia;
Leia aqui o post na íntegra.

“Obrigações legais no sector automóvel” foram tema de workshop em Esposende

 
“Obrigações legais no sector automóvel” foi o tema do workshop que a Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN), em parceria com a Câmara Municipal de Esposende, a empresa municipal Esposende Ambiente e a Associação Comercial e Industrial do Concelho de Esposende (ACICE) promoveu, no passado dia 20 Janeiro, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, em Esposende.
Esta acção destinou-se aos empresários do sector económico do ramo automóvel do concelho e compreendeu uma abordagem e esclarecimento de conteúdos relacionados com o Licenciamento Oficinal, a elaboração do Relatório Único que integra o Relatório Anual de Actividades de Higiene e Segurança, a Formação Profissional e o Quadro de Pessoal, bem como questões ligadas à gestão de resíduos oficinais, ao SIRAPA, às emissões gasosas e aos efluentes líquidos.
A Vereadora das Actividades Económicas da Câmara Municipal assinalou a importância da iniciativa, enquanto contributo para ajudar os empresários do ramo automóvel a um melhor desempenho e cumprimento da legislação. Raquel Vale referiu o empenho do Município no apoio e esclarecimento aos diversos agentes económicos do concelho e apontou, a título de exemplo, a recente sessão de divulgação do Grupo de Acção Costeira (GAC) do Litoral Norte, destinada à classe piscatória.
Em matéria de esclarecimento das questões técnicas, da parte da ARAN interveio Ricardo Ferraz, em representação da Esposende Ambiente Pedro Capitão e Zélia Fernandes e, do lado da ACICE, participou Fernando Moreira.
Esta sessão revelou-se bastante útil e esclarecedora para os participantes que, desde modo, puderam inteirar-se da legislação em vigor no sector automóvel.

Escritor valter hugo mãe esteve à conversa com leitores na Biblioteca Municipal de Esposende


Sala cheia. Foi assim mais uma sessão da iniciativa “À conversa com…” que a Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, de Esposende, levou a cabo, no passado dia 20 de Janeiro, desta vez com o escritor valter hugo mãe, vencedor do Prémio José Saramago 2006, a quem o Nobel da Literatura chamou de “tsunami literário”, como assinalou a Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Esposende. Jaqueline Areias manifestou, em nome da Autarquia, “honra e orgulho” em receber o escritor que tem na escrita só com letras minúsculas a sua imagem de marca.

A apresentação do escritor coube a Catarina de Brito, que revelou que, para além da escrita, valter hugo mãe também desenvolve trabalho nas áreas das artes plásticas e da música, onde é vocalista do grupo musical Governo. “Na sua escrita, ele olha-se como um optimista magoado e vai revelando nos seus romances um percurso evolutivo do ser”, assinalou.

“A máquina de fazer espanhóis”, o mais recente romance de valter hugo mãe, editado em Fevereiro de 2010 e que em Novembro desse ano atingiu a quinta edição, deu o mote à longa e animada conversa com a vasta plateia.

De forma sucinta, o escritor falou do seu percurso pessoal, profissional e literário, realçando o facto de ter começado pela poesia, e, em tom provocatório leu alguns poemas do seu livro “contabilidade”, que logo granjeou o riso na assistência, abrindo assim o período de tertúlia e debate.
As perguntas sucediam-se, exigindo, não raras vezes, a intervenção da Vereadora Jaqueline Areias, no papel imprevisto de moderadora. Questões como o estranho nome dos seus livros, de que é exemplo “a máquina de fazer espanhóis”, cuja resposta “ todos nós em algum momento da vida pensamos que gostaríamos de ser espanhóis”, levantaram uma saudável polémica, bem como os temas abordados em cada um dos livros. O destaque foi, naturalmente, o seu último romance, precisamente a “máquina de fazer espanhóis”, enredado nas questões da velhice, da sua ternura e tragédia, a propósito do qual foi convidado a integrar um seminário em Lisboa, sobre a Terceira Idade.
 A terminar a sessão, o escritor autografou os muitos livros disponíveis para o evento, tendo mesmo esgotado alguns dos títulos.
Assim, e durante mais de duas horas, valter hugo mãe respondeu às muitas questões levantadas, revelando-se como escritor e como pessoa. Falou da sua escrita precoce, depois da mudança de residência de Paços de Ferreira para Vila do Conde, a licenciatura em Direito, os sonhos da escolha do curso, a desilusão da advocacia e a entrada no mundo da escrita e da edição, abordando ainda a necessidade que sentiu de consolidar conhecimentos nessa área, com o Mestrado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.