sábado, 30 de maio de 2009

Farol de Esposende


Leia e divulgue o jornal
FAROL DE ESPOSENDE.
Redação: Rua Nogueira, 15, cep: 4740-243 - Esposende.
Telefone/fax: 253 964 836

Forum prevê para breve a conclusão do Salva-vidas


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"O Milo" - Neco



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Socorros a Náufragos - Alberto Bermudes


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Olá Sr. Pinto

Muito obrigado pela sua visita ao blogue e pela sua opinião.
Volte sempre, "a casa é sua". Abraços.

Rio Cávado - Esposende - Vídeo de Lino Rei



Vídeo gentilmente cedido pelo conterrâneo e amigo,
LINO ANTÓNIO DA SILVA MARTINS REI.
Aos esposendenses da urbe e aos da diáspora.
O vídeo me lembrou de uma cena do filme o carteiro e o poeta.
Obrigado pelas imagens, atuais, do nosso rio.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Farol de Esposende

Destaques da edição de 22 de maio de 2009:

"Socorros a Náufragos" - Alberto Bermudes;

"Tesouradas: O Milo" - Neco;

"Lugares e Memórias: Rua José Maria de Oliveira" - Manuel Albino Penteado Neiva;

"Menos bandeiras azuis";

"Forum prevê para breve a conclusão do Salva-vidas";

"Luciana Garcia no campeonato da Europa de tiro";

de S. Bartolomeu do Mar - "Iniciadas sagram-se campeãs nacionais";

de Apúlia - "Apúlia na divisão de honra";

de Marinhas - "Projecto para os moinhos da Abelheira";

de Antas - "Obras na freguesia"

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Catraia de Esposende

"entre aspas"
Textos selecionados
"Quem se não lembra das últimas grandes Catraias de Esposende, ainda há bem poucos anos abatidas?
Quem se não lembra de as ver entrar na barra de velas enfunadas em manhãs de nortada branda?
A "Cruz de Cristo" do Ti Manel Chora, a "Senhora da Saúde" do Ti Abílio Calica, a "Senhora das Dores" do Libra, a "Sto. António" do Tuta e a maior de todas a "Santa Maria dos Anjos" do Manel da Fanada e depois pilotada pelo Ti Albano Laca."
in FELGUEIRAS, José ; BAPTISTA, Ivone – A catraia de Esposende. Esposende: Forum Esposendense, 1993.

terça-feira, 26 de maio de 2009

O Museu de Esposende apresenta ao público a exposição:

AGUARELA DE JOÃO MIGUÉIS
Esposende, Ensaio Urbano de Vila a Cidade
– Processos de Transformação”.
Museu de Esposende
De 3.ª a 6.ª feira;
das: 10h às 12h30 e das 14h às 18:30 h;
Aos sábados e domingos das: 15h às 20h.
- Conhecer para preservar e valorizar
o património arquitectónico e paisagístico da nossa cidade.

Esposende Rádio

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"noventa e três ponto dois"

Rádio Esposende é mais cultura, informação,

entretenimento e muita música .

http://www.esposenderadio.pt/

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Farol de Esposende


Destaques da edição de 08 de maio de 2009:

"O Largo dos Peixinhos" - Alberto Bermudes;

"Tesouradas: Promessas? Cantigas ó Rosa" - Neco;

"Lugares e Memórias: Rua Álvaro Fernandes" - Manuel Albino Penteado Neiva;

"Boletim Cultural destaca Invasões Francesas no Concelho";

"Museu atinge número recorde de visitantes";

"Passeio Equestre a Santiago";

de S. Bartolomeu do Mar - "Seniores na 1ª Divisão";

de Fonte Boa - "CDS apoia independente";

de Esposende - "Assembleia aprova contas de 2008";

de Apúlia - "AKA com dois campeões nacionais"

A inundação - Max


Max
No torreão do Salva-Vidas, o saco preto obedecia a uma sinalética para os pescadores. Se este se apresentava de pernas para o ar, significava que o vento soprava de sudoeste. Se aparecia uma bola preta, este soprava de Oeste. Na ocasião, a sua postura era prenunciadora de mar alto e mau tempo, com a barra fechada à navegação.
Nesse dia invernoso de Fevereiro, a chuva fustigou por demais a orla marítima. Madrugada dentro, coriscos e trovões abanavam as ténues casitas da Ribeira. Durante toda aquela santa noite, Alex não conseguiu pregar olho e enrolou-se, cheio de medo, por entre os míseros cobertores que cobriam ainda a nudez dos pais.
- Minha Nossa Sra. da Bonança – ouviu rezar a mãe – fazei-de abrandar a tempestade!...
O pai, acordado e sobressaltado pelo último relâmpago da borrasca, acendeu o velho candeeiro a petróleo, na cabeceira da cama, logo espalhando sombras fantasmagóricas pelo teto fora e exalando um cheiro familiar, anestesiando, de imediato, meia dúzia de pulgas, nos já rasgados lençóis. Foi-se dar uma olhadela pela janela do mirante e torceu o nariz, pois a tempestade estava brava, fustigando, de sudoeste, as vidraças, aqui e ali já meias alanhadas e tapadas a betume. Duas pingas teimosas tinham já furado o soco de madeira e escorriam soalho fora.
- Vou lá abaixo buscar um alguidar para aparar esta água – rosnou para a mulher.
- Vai, mas anda depressa que eu até tenho medo. Que farão esses desgraçados dos pescadores por esse mar adentro!? Ouve lá, a campanha do tio Tuta não saiu para as rascas?
- Não sei mulher, com este mar de Cristo quem é que se atreve a desafiar o Senhor? Vou descer para remediar isto. A propósito, não tens umas rodilhas para enxaguar a água?
- Estão ao pé do cântaro, ao lado da máquina de petróleo.
Para não ficar com a casa às escuras, por medo do rapaz, o pai tentou acender o toco de vela de estearina da Sagrada Família, que, com a humidade dos fósforos, teimava em não dar-se à luz, sendo preciso recurso ao isqueiro de pederneira. Desceu as escadas com o candeeiro, nas ceroulas de flanela, para o ofício entre mãos. Quando chegou ao pé da porta, ficou atónito com o que vira:
- Mulher – berrou – anda cá abaixo depressa que a casa está toda inundada! Traz-me aí as botas de água que isto mais parece um rio!
A cozinha tinha já uns bons 20 centímetros água acima, pela maré viva do rio, a que se juntara também o lodaçal da chuva. Duas ratazanas assustadas tentavam nadar para porto seguro pois os buracos apodrecidos do rodapé já não inspiravam grande confiança. A velha gata Tirone empoleirara-se na mesa de jantar, e de pelo eriçado, temendo talvez pela sua sétima e última vida, arremessara, borda fora, os garfos tridentes de ferro, acabadinhos de brilhar e esfregados a cinza de véspera, e as colheres de alumínio, do presigo do jantar.
Um cheiro a maresia empestou o corredor enquanto o penico do quarto boiava de um lado para o outro imitando o Titanic em naufrágio. Pelas frinchas da porta da frente, a corrente ameaçava invadir cada vez mais o resto da casa, não foram umas rodilhas e farrapo de cuecas velhas fazerem tampão, minimizando os estragos. A mãe, em camisa de noite, acorrera e perante o cenário, faltou-lhe a respiração e quase desmaiara.
Rua fora, ouviam-se pedidos lancinantes de socorro, enquanto rafeiros assustados pareciam periscópios, tentando emergir à tona da maré. Mais além, porcos, gatos, galinhas e coelhos de criação boiavam à deriva, já mortos.
Para os lados da capela de S. João, os juncos não resistiam à fúria das águas e vergastavam de tal forma as costas ao santo que o coitado bem que lhe apeteceu voltar de novo ao deserto, a comer gafanhotos e mel silvestre!
Entre portas, recitavam-se ladainhas a todos os santos e mais alguns; esgotadas estas, rezavam-se rosários completos à Senhora da Saúde e dos Navegantes, cheios de convicção e fé religiosa. Também o Senhor dos Aflitos não escapou a tanta invocação e poderia estar certo que não lhe haveriam de faltar mais velas na sua capelita, ali para os Bombeiros velhos, por tanta promessa feita nessa noite. Até os Romões invocaram a Bíblia, no Noé da família, para fazer descer as águas!
Qual quê?
Nas 7 casas dos pobres de S. Vicente de Paula, a situação era desoladora:
- Valha-nos o Senhor dos Aflitos, lá boiaram os tabuleiros das linhas da faneca e o espinhel do congro do meu hóme – gritava a Maranhona.
Ao lado, os Quintinos assistiam ao último milagre dos seus Santos Antónios de granito pois estes ainda resistiam ao dilúvio e, mesmo com água pelo pescoço, permaneciam de pé e inquebrantáveis na sua fé. Valera-lhes, talvez, terem pregado aos peixinhos!
Mais aflita, chorava a Mariquinhas:
- Ai, minha mãezinha, quem nos acode que a maré está-me a levar tudo de casa. Lá se foi o meu porquinho!
- Meu rico Sãojoanzinho, valei-nos nesta aflição – implorava a do Airinhos – afogaram-se as minhas ricas galinhinhas!...
Uns vaticinavam até que se estava no fim do mundo. Mais em surdina, alguém invocava as bruxas ainda vivas – as mortas quiseram lá saber! - E afiançava-se até que por ali passara procissão de defuntos!
Vade rectro!
A tempestade não parava.
Horas depois, lá chegaram os Bombeiros que pouco mais puderam fazer que acudir aos vizinhos mais necessitados e arredar o lodo e o lixo das ombreiras das portas. Tentaram, em vão, desobstruir os aquedutos entupidos mas a corrente dificultava-lhes a missão. A escuridão era total por falta da lâmpada fundida do único poste que, de tão inclinado, ameaçava também abater-se. Os faróis do carro de socorro varriam, noite fora, outros fantasmas nos xailes pretos do mulherio da vizinhança, que passou toda a santa noite desperta, tal o medo por algum desastre maior.
- Sta. Bárbara (…) R/ Ora pro nobis – prosseguia ainda a ladainha numa das casas, frente aos quadros dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.
No dia seguinte, foi o contabilizar dos prejuízos, avolumando ainda mais a miséria desta gente.

Eu na blogosfera.

Um blog a serviço da cidadania e da justiça.
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"Navegar é preciso;
viver não é preciso".

Convite

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de Esposende e das suas freguesias
caiam no esquecimento.
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OS CRÉDITOS SERÃO DADOS AOS AUTORES
DOS TEXTOS E DAS FOTOGRAFIAS.
Esposende - terra duplamente plantada:
à beira-rio e à beira-mar.
"Esposende... um privilégio da natureza"

"Esposende... um privilégio da natureza"

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É preciso preservar o patrimônio natural,
histórico, arquitectônico, cultural, arqueológico e paisagístico
da cidade, das vilas e das aldeias
do Concelho de Esposende.
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sábado, 23 de maio de 2009

O Largo dos Peixinhos

O Largo dos Peixinhos
de Alberto Bermudes

O centro da vila era marcado pela Praça do Município e pelo Largo dos Peixinhos. O primeiro mais senhoril e o segundo verdadeiro lugar onde as gentes de Esposende se cruzavam. Todas as crianças lá brincaram, os mais idosos conversavam nos seus bancos, toda a gente por lá passava.
Aberto no início do século passado, tinha e tem o nome de um ilustre contemporâneo da sua abertura, o Dr. Fonseca Lima. Nele estavam vários serviços públicos e prestigiados estabelecimentos comerciais, da sede da Santa Casa ao Teatro, da Conservatória ao Notário, dos Correios à Repartição de Finanças e nele vivia o médico de toda a vila, o Dr. Joel, ou seja, era um verdadeiro centro, povoado ainda pelos taxistas que circundavam a praça oval.
Pouco depois de Esposende ser elevada a cidade, em meados da década passada, foi sujeita a um verdadeiro terrorismo urbanístico. Um arquitecto, que terá visto algo semelhante numa qualquer revista de arquitectura, ou numa qualquer cidadezinha europeia, lá projetou uma Praça nua, despida e triste. A Praça perdeu o seu carisma emblemático.
Ao que soube, a Câmara vai requalificá-la e estará projectada para esse sítio uma Praça que recriará o espírito e a imagem que tinha antes de ser destruída. Vamos ter, de novo, o Largo dos Peixinhos!...
Texto extraído do jornal Farol de Esposende de 08 de maio de 2009.
Reprodução autorizada pelo Diretor do Forum, o meu amigo, Fernando Ferreira.

domingo, 3 de maio de 2009

Tela do altar-mor da Igreja da Misericórdia de Barcelos

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Igreja da Misericórdia de Barcelos
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Tela do altar-mor da Igreja da Misericórdia de Barcelos
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O pintor Fernando do Rosário no atelier:
Rua Eng. Custódio Vilas Boas
Em frente aos Correios de Esposende
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"É preciso amar as pessoas que fazem a cidade"
“Esposende, um privilégio da natureza”

Acervo fotográfico de FERNANDO DO ROSÁRIO.

Marchas Populares de Esposende. São Pedro e São João. Ano: 2008












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Parabéns aos organizadores, participantes e patrocinadores das Marchas Populares de Esposende.
Esposende é arte, tradição e cultura popular.
“Esposende, um privilégio da natureza”
Acervo fotográfico de FERNANDO DO ROSÁRIO.
Marchas Populares de Esposende/2008

Marchas Populares de Esposende. São Pedro e São João. Ano: 2007


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Parabéns aos organizadores, participantes e patrocinadores das Marchas Populares de Esposende.
Amar a cidade é, também, fomentar as tradições culturais.
“Esposende, um privilégio da natureza”
Acervo fotográfico de FERNANDO DO ROSÁRIO.

Marchas Populares de Esposende. São Pedro e São João. Ano: 2006.





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Parabéns aos organizadores, participantes e patrocinadores das Marchas Populares de Esposende.
Amar a cidade é, também, fomentar as tradições culturais.
“Esposende, um privilégio da natureza”
Acervo fotográfico de FERNANDO DO ROSÁRIO.

Capela do Santíssimo

Matriz de Esposende. Capela lateral-sul. Renascença Italiana.

S. José de Botas

S. José de Botas. Patrono dos Bombeiros Voluntários de Esposende.
Associação Humanitária desde 1917.
"VIDA POR VIDA".