A Arte do Junco de Forjães está entre os finalistas da edição de 2025 do Prémio Nacional do Artesanato, na categoria Prémio Promoção para Entidades Públicas, uma distinção promovida pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), no âmbito do Programa de Promoção das Artes e Ofícios, que visa valorizar e promover a produção artesanal portuguesa, tanto na vertente tradicional como contemporânea.
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terça-feira, 6 de janeiro de 2026
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Esposende abre o novo ano com concertos dedicados à tradição e à celebração musical
O Município de Esposende inicia 2026 com dois eventos culturais que reafirmam a identidade, a partilha e o dinamismo artístico do concelho. Em parceria com associações locais e grupos de referência nacional, Esposende volta a celebrar o ciclo natalício e a chegada do novo ano através de encontros musicais abertos à comunidade.
"ENSAIO URBANO: ESPOSENDE DE VILA A CIDADE - PROCESSOS DE TRANSFORMAÇÃO."
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
“E bota o Ano Velho fora”
Logo pela manhã, a canalha já andava toda em rebuliço para organizar os grupos do “Ano Velho”. Escolhia-se o mais leve para ser o “Ano Velho”. Vestia-se com roupa velha, toda remendada; metiam-lhe um carapuço ou um sueste na cabeça, uma corcunda nas costas, por baixo do casaco, e umas botas de água. No fim, lá vinha a barba branca postiça, atada à cara com um fio. Nas mãos, o saco de pano para as esmolas. Ao ombro, a cambeia, um pau com a rede na ponta, que aquilo sem cambeia não dava muito certo.
O pequeno “Ano Velho” era sentado na carrela, levada nos ombros de quatro com a cara toda tisnada a carvão. Atrás ia o resto da miudagem, aos gritos e às gargalhadas, a bater em latas, testos de panela e no que mais aparecesse. Quanto mais barulho, melhor.
De norte a sul, as ruas ficavam cheias destes grupos, a cantar com força, como se o ano dependesse daquilo:
“E bota o Ano Velho fora,
E venha o Novo cá p’ra dentro!
Turum tum tum, turum tum tum,
Sete burros tu és um!”
(e amanhã é dia um)
Era um corrupio de grupos pelas ruas, cada qual com o seu “Ano Velho”, feito à sua maneira. Ao cair da noite, faziam-se as contas ao apuro. Uns levavam alguns trocados para casa; outros juntavam o apurado para comprar qualquer coisa para a malta, podiam ser guloseimas, mas quase sempre uma bola de futebol nova.
E assim se foi mantendo o costume de botar o “Ano Velho” fora até aos dias de hoje.
Esposende, 31.12.2023
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