A composição do esforço importa
Discutimos frequentemente o investimento em I&D como se bastasse somar percentagens do PIB e celebrar a subida do total. Essa leitura é redutora. O volume do investimento importa, naturalmente. Mas a sua composição (público vs. privado) importa tanto ou mais. Não é indiferente saber quem financia, com que horizonte temporal, com que objetivos estratégicos e com que capacidade de gerar efeitos de difusão sobre o resto da economia. A questão decisiva não é, por isso, escolher entre investimento público e investimento privado. É compreender que ambos têm funções distintas e complementares, e que um sistema que enfraquece em excesso a componente pública arrisca comprometer a produtividade futura, a capacidade de inovação transformadora e a valorização económica do conhecimento.



