sábado, 15 de agosto de 2026

Município de Esposende define futuro da Estrada Real em Marinhas com um estudo de planeamento

Município aprova reperfilamento da Estrada Real e estabelece, pela primeira vez para aquela Rua, uma visão integrada para uma das principais artérias de Marinhas.


A Câmara Municipal de Esposende aprovou, por unanimidade, o Estudo de Reperfilamento da Rua da Estrada Real, no troço compreendido entre a Rua da Gatanheira e a Rua da Abelheira, em Marinhas, criando uma referência comum para o desenvolvimento futuro de cerca de 2,3 quilómetros de uma das principais vias da freguesia.

A decisão representa uma mudança de abordagem na gestão urbanística daquele eixo viário, o Município passa a definir previamente aquilo que pretende para a estrada e não a responder isoladamente a cada nova operação urbanística, como vinha acontecendo.

A Estrada Real é hoje uma via sujeita a uma forte pressão urbanística, resultado da crescente procura habitacional e do desenvolvimento daquela zona de Marinhas. Durante anos, o crescimento urbano foi acontecendo sobretudo à medida que surgiam novas operações urbanísticas. Embora essas intervenções tenham sido enquadradas pelas regras aplicáveis, a inexistência de uma visão global da via acabou por dificultar a construção de uma solução coerente para o futuro, nomeadamente ao nível dos alinhamentos, passeios, estacionamento, circulação automóvel e drenagem de águas pluviais.

É precisamente essa lacuna de planeamento que o Município pretende agora corrigir.

O estudo aprovado estabelece alinhamentos e perfis-tipo para futuras intervenções, funcionando como instrumento de gestão urbanística e como matriz para a futura intervenção profunda que o Município pretende realizar naquela via. A solução procura, simultaneamente, respeitar a realidade existente e impedir que novas construções voltem a condicionar o funcionamento e a segurança da estrada.

“Não podemos continuar a construir primeiro e a pensar na estrada depois”

Para o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Carlos Silva, esta decisão traduz uma forma diferente de olhar para o crescimento urbano: “Marinhas está a crescer e esse crescimento é positivo. O que não podemos é permitir que o crescimento aconteça sem planeamento.”

O Presidente acrescenta: “Não estamos a impedir a construção nem a contrariar o desenvolvimento de Marinhas. Estamos a fazer exatamente o contrário: estamos a criar condições para que o desenvolvimento aconteça com qualidade e segurança.”

Uma das preocupações centrais do Município é evitar que novas construções continuem a condicionar a solução futura da Estrada Real.

A definição do novo perfil da Estrada Real está ainda diretamente relacionada com uma intervenção profunda que o Município pretende desenvolver naquela via, designadamente para suprir infraestruturas em falta e resolver problemas existentes de drenagem de águas pluviais.

“O desenvolvimento urbanístico só é verdadeiramente positivo quando é acompanhado por infraestruturas e por uma visão de futuro. A Estrada Real é uma das vias que vai estruturar o crescimento daquela zona e, por isso, não podemos continuar a olhar para ela apenas parcela a parcela. Temos de olhar para os próximos 10, 20 e 30 anos”, conclui Carlos Silva.

O estudo aprovado será objeto de publicitação no sítio eletrónico do Município de Esposende, passando a constituir uma referência para o enquadramento das futuras operações urbanísticas e para as intervenções municipais a realizar naquele eixo.