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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Município de Esposende

Esposende garante 4,5 milhões de euros de investimento para evitar cheias na cidade
O Ministério do Ambiente anunciou o investimento 4,5 milhões de euros para resolver o problema das inundações na cidade de Esposende, considerada como zona crítica no âmbito do Plano de Gestão de Riscos de Inundação, elaborado pela APA – Agência Portuguesa do Ambiente.
Esta intervenção, que se enquadra num investimento global de 20 milhões de euros a aplicar em zonas inundáveis e no sistema demonitorização para evitar cheias, traduzir-se-á na construção de um sistema intercetor e de desvio da área urbana de Esposende como sistema de drenagem e controlo de cheias, protegendo a cidade quanto à ocorrência de inundações, procedendo-se à descarga da água a sul e norte da área urbana. Assim, será criado um canal a partir da rotunda da empresa Solidal para norte até Marinhas, numa extensão total de quatro quilómetros, permitindo diminuir significativamente o volume de água que aflui ao sistema de drenagem da cidade, evitando as inundações com origem na água drenada pelas diferentes ribeiras.

Salientando que as cheias na cidade ocorriam sempre que se registavam níveis de pluviosidade mais intensos, o Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, saúda a decisão do Governo de intervir para pôr fim a este problema e evitar que cenários de cheias em Esposende, como o que ocorreu em outubro de 2013, se repitam. O Autarca sublinha que “o Município procurou sempre encontrar soluções, tendo desenvolvido um trabalho exaustivo de caraterização do problema”, que se traduziu na avaliação da capacidade estrutural e do desempenho atual da rede hídrica e da rede de drenagem de águas pluviais da cidade, que implicou o conhecimento patrimonial dos sistemas, a delimitação das sub-bacias hidrográficas e o conhecimento dos vários fatores que influenciam o escoamento superficial, nomeadamente a topografia do terreno e a ocupação do solo. Estes estudos permitiram perceber que o sistema de águas pluviais da cidade, além da recolha e condução das águas da própria cidade ao rio Cávado, recebe as águas provenientes do escoamento superficial da zona nascente, com origem nas encostas montanhosas, essencialmente no Monte de S. Lourenço e no Monte de Faro. O objetivo desta intervenção é fazer o desvio dessas águas através do referido canal, dado que o atual sistema de drenagem não possui capacidade de escoamento suficiente.
Benjamim Pereira realça a extrema importância desta intervenção, sublinhando que “permitirá sanar um problema antigo, que punha em risco a população, causando elevados danos no património, público e privado, enfraquecendo a economia e fragilizando o ambiente”.
Recorde-se que para resolver e minimizar os pontos mais críticos no que diz respeito à drenagem de águas pluviais, o Município de Esposende efetuou, em 2014, um conjunto de intervenções, em vários locais do concelho, onde se registavam constrangimentos no normal escoamento das águas.

Farol de Esposende


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